sábado, 25 de setembro de 2010

A verdade está na cara, mas não se impõe

Acontecimentos explicáveis não derrubam as mentiras
(Arnaldo Jabor)

O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, 'explicáveis' demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!

E a população ignorante engole tudo... Como é possível isso?

Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...

Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me:

Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'

A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.

A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!

Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.

E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.

Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...

Mas agora é diferente.

As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Assine Já o Manifesto em Defesa da Democracia

É dever de todo cidadão a assinatura do Manifesto em Defesa da Democracia. Calar-se nesta hora é ser cúmplice de um atentado do atual governo às liberdades democráticas, pelas quais batalhamos tanto nos últimos 25 anos. Acesse o site e participe desta iniciativa: http://manifestoemdefesadademocracia.wordpress.com/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

2 de setembro de 2010

"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há ''depois do expediente'' para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no ''outro'' um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."

O Brasil por de traz do palco

Leia o texto abaixo que está circulando pela internet. É dever cívico de todo cidadão tomar conhecimento dos fatos abaixo.

Pouco a pouco estamos abrindo mão da principal conquista do país nos últimos 25 anos: a liberdade democrática. O Brasil é uma nação anestesiada pelo seu recente sucesso econômico e pela popularidade de um presidente carismático disposto a fazer uso de qualquer método para que seu partido continue no poder. Seu principal trunfo é uma massa de desinformados e desinteressados, ao lado de uma classe “intelectual” embasbacada e intimidada por sua popularidade.

Alguns falam do risco de o Brasil seguir os passos da Venezuela. A verdade é que não estamos tão longe. Vivemos em um pais onde as principais instituições responsáveis por controlar e fiscalizar o governo estão subordinadas aos interesses de um partido. O Congresso, a Policia Federal, o Supremo Tribunal Federal, a Receita Federal permanecem inertes aos recorrentes casos de desrespeito às leis e à Constituição. São órgãos loteados e empregados como batalhões do exército partidário. Quebras de sigilo fiscal, uso da máquina publica para esconder escândalos, intimidação de opositores e cidadãos comuns passaram a ser recorrentes nas manchetes durante este último governo.

Nos últimos 8 anos foi armado um grande palco onde esta sendo encenado O Brasil Grande – O País de Todos. O elenco conta com Lula, o Filho do Brasil, com a Mãe do PAC e mais recentemente com cantores de pagode e palhaços Tiriricas. O enredo narra dês da infância do nosso presidente, herói do povo, até acontecimentos grandiosos da atualidade. Começou com o Fome Zero, que nunca passou de pura propaganda, passando por obras semi-fictícias e inacabadas como PAC, PAC 2, minha casa minha vida, a Copa, chegando ao gran finale: o Plano Nacional de Direitos Humanos 3. Este último é a encenação de um grande avanço civilizatório, escondendo afrontas diretas a liberdades democráticas. É o cavalo de tróia. O presente de grego do Partido dos Trabalhadores para o Brasil. Neste grande teatro não podemos esquecer do TAV, nosso trem de alta velocidade verde e amarelo, da transposição do Rio São Francisco e do Fielzão. Histórias narradas para encantar O Pais de Tolos. 

Por traz das cenas, no backstage deste Grande Show, a realidade é outra. Lá encontramos o Brasil real, o lado escuro do governo. Lá temos coronéis do Maranhão, mafiosos alagoanos, ex-presidentes que sofreram impeachment e mensaleiros, todos misteriosamente unidos pela mesma causa. Temos tentativas de expulsão de jornalistas americanos, desvio de dinheiro e caixa dois. Temos manobras articuladas para forjar dossiês contra adversários e assassinatos misteriosos de prefeitos que ameaçam denunciar esquemas de desvio.

Mas ai de quem quiser bisbilhotar esse mundo oculto. Qualquer tentativa de observar o que está por de traz do grande palco é logo bloqueada pelo nosso querido presidente, nosso Filho do Brasil. Qualquer acusação é taxada de golpismo, investigações minuciosas de esquemas de corrupção e de apoderamento da máquina pública são ridicularizadas. Jornalistas são colocados de escanteio e atacados. Qualquer mentira é válida, qualquer trapaça é autorizada para preservar este grande teatro.
Enquanto isso o que faz o nosso povo? Onde estão os estudantes indignados, as passeatas, os caras pintadas, a oposição, a “elite pensante”? Estão todos assistindo ao grande teatro. Estão todos encantados com o trem bala, imaginando as riquezas que jorrarão do pré-sal, sonhando com a Copa. Ai ai, a Copa e as Olimpíadas. O Brasil Grande... O B do BRIC....

No escuro as instituições estão sendo loteadas e amarradas. Funcionários públicos são coagidos a ingressar no partido governante. Assim como ocorreu na Venezuela, militantes petistas são nomeados para o STF, órgão máximo da justiça brasileira. A ABIN, órgão de inteligência do Brasil, é empregada com fins políticos. O partido que sistematicamente desviou dinheiro das diversas prefeituras que comandava para arrecadar dinheiro para a campanha de 2002 e chegar ao poder, se infiltra em todos os cantos da máquina estatal. 

Em meio a essa guerra oculta, questões criticas não avançam, sendo também ofuscadas pelo Grande Show. Milhões de famílias não tem saneamento básico, não tem acesso a água potável. Milhares de pessoas levam horas para o trabalho em cidades onde a infra-estrutura de transporte colapsou. Os impostos consomem grande parte da renda da população, sendo ocultados nos preços das mercadorias. As empresas e a população são sufocadas pela burocracia e por uma infra-estrutura caótica. A violência se alastra por novos estados e a impunidade se institucionaliza. Um governo que dia após dia mostra que nenhuma lei é inviolável, passa a mensagem de que vale tudo. Comprar mercadorias ilegais, subornar policiais, usar a corrupção como ferramenta de trabalho – se eles podem, nós também podemos. 

Na política externa todos são amigos. Quer dizer, todos que estão alinhados com os interesses ideológicos do partido, é claro. E se for ditador? Melhor ainda, assim não perdemos tempo falando de democracia e direitos humanos. Ditadores da Guiné-Equatorial, de Cuba, do Irã, todos merecem apoio incondicional do nosso presidente (se for anti-americano melhor ainda). Nesse clube de grandes amigos, povos oprimidos, mulheres apedrejadas, liberdades cerceadas e presos políticos são meros incômodos, não valem uma conversa durante o jantar. 

E a educação? Ah, a educação! Essa é a peça chave nesse grande roteiro. Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional e dezenas de milhões são incapazes de interpretar textos e notícias ou formular uma opinião critica. São expectadores cativos do Grande Show. São fãs de carteirinha do nosso elenco e ajudam a girar a roda do Pais de Tolos. 

Vivemos uma democracia de fachada. Temos eleições sim, mas os indignados estão calados e aqueles que estão no poder tem carta branca para agir conforme sua conveniência. Propaganda ilegal antecipada? Não tem problema. Gastar dinheiro público para promover seus candidatos? O.K.! Enquanto isso os feitos dos governos anteriores são substituídos por lendas sobre como o Brasil foi refundado em 2002. A lenda da herança maldita e da oposição neo-liberal é apresentada tantas vezes quanto necessário para aniquilar os partidos não alinhados com a “base aliada” - nome dado à falange que abrange todas as espécies de políticos, marginais e gangsteres ansiosos por um naco do poder. 

A beleza desta máquina é que ela anda sozinha. O mito está criado, as engrenagens foram dominadas, o público está entretido e os opositores estão desnorteados. Todos estão hipnotizados e o show tem que continuar.

E quando a cortina se fechar? Ainda teremos democracia? Ou teremos regredido 25 anos? O que sobrará quando os cupins tiverem corroído o palco?

Tolice! Estas não são dúvidas para agora. Sente-se e aproveite o Show. 

- Autor desconhecido

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Silêncio dos Bons

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

Martin Luther King